sábado, 9 de dezembro de 2006

Coisas de Casais – I. Aniversário de Casamento (2006)



Uma produção da CINEMA ELEFANTE
http://www.cinemaelefante.com.br/

3ª Mostra Curta Audiovisual de Campinas (2008, Campinas/SP)
3º Festival de Cinema de Muriaé (2008, Muriaé/MG)
3º Cine Gate's (2008, Brasília/DF)
4ª Mostra Trash de Filmes Independentes (2008, Goiânia/GO)
III Curta Cabo Frio (2008, Cabo Frio/RJ)
Cineme-se (2007, Santos/SP)
6ª Mostra do Filme Livre (2007, Rio de Janeiro/RJ)
III Curta Vídeo Votorantim (2006, Votorantim/SP)
III Festival Internacional de Curtas de Cusco (2006, Cusco/Peru)

Elenco
Silvana da Costa Alves
Rafael Kerber
Daniel Anillo
Lisiante Costa
Gustavo Saul
Lesley Leichtweis
Jonas Amadeo Lucas
Sinara Terra
Sidney Tomassini

Direção
Direção e roteiro: Juliano Verardi
Assistência de direção: Pedro Gusmão e Thelmo Corrêa

Fotografia
Direção de fotografia: Ricardo Rheingantz
Elétrica: Daniel Zerdax
Assistência de elétrica: Maciel Goelzer

Arte
Direção de arte: Linda Madruga
Assistência de arte: Alexandre Franco e Rogério Farandola
Figurino: Alyne Rhem
Assistência de Figurino: Giuliano Viegas
Maquiagem/cabelo: Patrícia Machado
Produção de objetos: Rita Corrêa

Trilha Sonora Original
Composição, execução e edição: Lucian Silveira, Ítallo Batistella e Willian Silveira
Efeitos: Alberto Junior e Antonio Barros

Edição
Ricardo Rheingantz

Som
Som direto: Ricardo Azevedo
Edição de som: Alberto Junior, Antonio Barros e Rafael Rhoden

Produção
Produção-executiva: Débora Luz, Greice Machado, Juliano Verardi e Luciana Druzina
Direção de Produção: Débora Luz
Produção de elenco: Bruna Freitag
Assistência de produção: Isabel Fernlini, Magda Schimidt e Marco Marchessano
Produção de set: Vini Barbosa
Assistência de produção de set: Gabriel Cunha e Lohy Silveira
Produção de alimentos: Jussara Verardi
Storyboard: Paulo "Cartuman" Marques

Divulgação
Making of: Cristiano Gomes
Still: Ricardo Rheingantz
Fotos de bastidores: Letícia Verardi, Maciel Goelzer

Gravações em 10 e 11 de dezembro de 2005.
Finalização entre março e novembro de 2006.
Data de finalização: 3 de novembro de 2006.
Data de lançamento: 23 de novembro de 2006.

Site: http://www.cinemaelefante.com.br/coisasdecasais

sexta-feira, 8 de dezembro de 2006

Budweiser filha da puta

Eu sou daqueles que não consegue abrir a tampa da cerveja rosqueando com a mão. Eu tenho que usar a camiseta pra não me cortar todo. Invejo quem consegue abrir sem precisar da camiseta. Sabe, na praia, o cara olha pros lados todo confiante e abre a garrafa com as mãos. Eu, ao contrário, olho para os lados e, bem de fininho, quase me escondendo, abro com a camiseta. Peguei agora uma budweiser e pensei comigo "agora eu consigo". Olhei bem macho pra ela. Ela, toda gelada, duvidando de mim. Então eu tentei. E tentei. E tentei. E desisti. Peguei a porra do pano de prato e tentei... e tentei... e tentei... e não consegui. Budweiser filha da puta, a tampa não é de rosca! Porra de cerveja americana produzida na Argentina.

terça-feira, 5 de dezembro de 2006

De volta ao passado

Fui no Festival de Curtas de Votorantim, em São Paulo. Já que eu não pude ir em Cusco (afinal, o Peru não é logo ali), esse de Votorantim eu não poderia perder. Mas no fim só consegui ir no dia da exibição do curta, no sábado, 18 de novembro. E pra voltar no domingo. Quase um programa de índio, não fosse ir pela primeira vez a um festival onde um curta meu é selecionado.

***

A Silvana, atriz do curta, também foi. Eu não era o único a perder cabaço em festivais. Chegamos em SP (Congonhas) às 8h30min. E de Congonhas fomos até a estação Barra Funda do metrô (na minha época aquilo lá não era também uma rodoviária). Mas ônibus pra Votorantim só às 15h30min. Com tempo livre, a Sil foi ver uma amiga dela que mora por lá (que no fim estava de viagem para Porto Alegre no dia seguinte). E eu aproveitei para caminhar sozinho por algumas das ruas que eu não andava há mais de 15 anos. Peguei o ônibus e fui pro bairro Perdizes.

***

Continua tudo igual, só que menor. Quando a gente é pequeno tudo parece maior do que na realidade é. Cardoso de Almeida, Dr. Homem de Mello, João Ramalho, Caetés, as mesmas ruas, só que mais estreitas. Fui no colégio Batista Brasileiro. Tava aberto, torneio de futebol do primeiro grau, algo assim. Entrei, andei pelos corredores, fui no teatro onde a gente tinha aula de Assembléia e cantava aquelas músicas "vem com Josué lutar em Jericó, Jericó". Até que era legal, pelo menos não era matemática ou química. Mas não adiantou a cantoria, no fim virei ateu.

***

Fui no ginásio de esportes. Foi por lá que o professor de educação física simplesmente desistiu de me dar falta quando eu me recusava a jogar futebol ou basquete. Subi pela arquibancada e olhei pela janela as duas quadras lá embaixo, fora do ginásio. Era naquela mesma janela que, enquanto eu matava aula de educação física, eu assistia a aula de educação física das gurias (que naquela época eram "meninas" e não "gurias"). Só não sentei e chorei de emoção porque não gosto dessas cenas muito dramáticas. Mas que deu vontade, isso deu. Quer dizer então que aquela expressão "passou um filme pela minha cabeça" existe de verdade...

***

Saí do colégio, fui até a esquina na Padaria Charmosa e comi o famoso pão de queijo. Pelo menos pra mim era famoso. Não sei se continua tão bom quanto há 20 anos, mas eu prefiro acreditar que sim.

***

Da Charmosa eu dei um pulo no Prédio Velho, que tá com um jardim muito bonito. O tanque de areia não tá mais lá. Dei um alô pro Seu Francisco, vi o Tom Zé (ouvi dizer que é ele quem cuida do jardim). Quem será que mora agora no nosso velho apê, o 1062?

***

Fui até o supermercado Pastorinho. A entrada não é mais no mesmo local que na minha época. Fui até a entrada nova (nova pra mim) e perguntei pra guria do caixa "desde quando a entrada não é mais na outra rua?". Ela me olhou como se eu fosse algum louco falando alguma loucura, então uma outra guria me disse "faz muito tempo". É, e fazia muito tempo mesmo que eu não entrava naquele supermercado.

***

Desci pela João Ramalho até chegar no prédio do Bruno. Toquei no 52. Uma voz que eu não conheço atendeu. Eu perguntei pelo Bruno. Uns 10 minutos depois um cara com a voz sonolenta do Bruno e um sotaque muito paulista atendeu. Capaz que um ator estaria acordado às 11h da manhã de um sábado. Eu disse "é o Juliano, desce". Ele demorou mais uns 5 minutos. Tá um pouco mais alto do que eu. Mas tem a mesma cara de antes. Será que eu também tenho a mesma cara (fora barba, claro)? Prefiro pensar que sim. A gente subiu, eu comentei que o elevador era novo, ele "não, é o mesmo, só forraram as paredes". Mas parecia novo. A casa tá mudada, os móveis são outros. Mas é o mesmo apê. A Rose, mãe dele, tava lá também. Ele tomou o seu café (coca-cola com cigarro). A gente conversou um pouco, eu vi da janela o Prédio Velho, a escadaria toda de vidro. Incrível que ainda não tenham construído prédios altos ali na quadra da Caetés. Continua uma boa vista, sem prédios colados na frente da janela. Nos despedimos e eu voltei pro metro da Barra Funda, pra pegar o ônibus pra Votorantim. Foi uma bela volta ao passado. Rápida, porém bela.

domingo, 3 de dezembro de 2006

Sem sono

Acordei no meio da madrugada, 3h45. Não sei se foi por causa do calor ou das duas cervejas que eu deixei no freezer pra gelar mais rápido. Levantei e fui até a cozinha, tirei as garrafas pra fora da geladeira. Congeladas, mas pelo menos ainda não tinham vazado. Antes congelada do que estourada. O freezer só não tem mais o cheiro da cerveja que vazou há alguns meses porque peixe consegue cheirar mais do que qualquer coisa, mesmo congelado. Voltei pra sala, sem sono. Não liguei o ar-condicionado, não seria justo com a Greice, no quarto, com o ventilador de teto no máximo, jogando aquele ar quente. Porto Alegre consegue ser muito fria no inverno e muito abafada no verão. E ainda não é verão. Na Globo um filme do Steve Martin com a Goldie Haw. Na Bandeirantes, o cine privê, com aquelas cenas sempre em câmera lenta e com aquelas americanas com muito seio e calcinhas que tapam 80% da bunda, que já é pouca. Inacreditável como o povo que mais mostra sexo anal em seus filmes pornográficos tenha tanto pudor em mostrar a bunda. Coisa boa os nossos biquinis cavados. Ou não é pudor, é vergonha de mostrar o que não tem. Já a Jennifer Aniston é uma americana que tem bunda. A Angelina Julie não tem bunda. Prefiro a Jennifer Aniston, mas não por causa da bunda, é o conjunto da obra, mesmo ela sendo loira, já que normalmente eu prefiro as morenas. Por falar em Jennifer Aniston, já perceberam que ela está mais bonita agora, com 40 (ela já fez 40?) do que quando tinha 20 e poucos? Tomara que seja sempre assim, que a gente fique melhor com a idade. É bom pensar assim, afinal, a gente não fica mais novo com o passar dos anos. Voltei pra Globo. Tava no final do filme. Liguei o som, com os fones de ouvido. É sempre melhor ouvir música com os fones, mas tem que ser daqueles que envolvem a orelha. Eu sempre invejei o desprendimento que o John Cusack tem no "Alta Fidelidade" em andar de metrô com os fones grandes. Acho que não tá no filme em si, tá numa das cenas deletadas. "Dancing With Myself", "Gimme Shelter", "I Wanna Be Your Dog", "Clitóris", "Ustê", "Bebendo Vinho", "Minha Vizinha", "Rock And Roll Part 2". Quando eu escuto música meu cérebro cria uma ordem que, de alguma forma, tem algum significado. Eu nunca sei qual é, mas sempre gosto da ordem que ele cria. Dificilmente eu ouço um disco do início ao fim. Fico pulando de um disco para o outro. Acho que foi por isso que eu passei a gostar de CD e a deixar de lado os meus discos de vinil. Não tem nada a ver com a qualidade, é preguiça mesmo, um CD é mais fácil de manusear, é menor. Depois das músicas eu coloquei o DVD do Laranja Mecânica, só pra ver o início, mas acabei assistindo todo o filme... de novo, pela, sei lá, trigésima vez? Falando nisso, hoje eu vou na Saraiva comprar a caixa do Stanley Kubrick por R$ 59,90. Quatro DVD's: "De Olhos Bem Fechados", "Laranja Mecânica", "Barry Lyndon" e o documentário sobre o Kubrick. Só vou ficar com o Laranja duplicado. Alguém aí quer comprar um DVD do Laranja Mecânica? "I was cured all right".

sexta-feira, 1 de dezembro de 2006

Fazendo as pazes

Hoje eu fiz as pazes com duas coisas: 1) Iron Maiden. Nunca gostei, sempre disse que era uma merda. Aqueles solos de guitarra pura escala e aquele Steve Harris que mais parece que se perde nas cordas do baixo (não sou músico, então eu posso pensar assim). Sem falar naquele baterista que sempre parece que tá fazendo outra coisa diferente do resto da banda. Mas a verdade é que eu apenas me irritava com o fato das pessoas nunca saberem quem é o Judas Priest mas terem todos os discos do Iron. E o Iron começou abrindo pro Judas. Hoje a gente passou a tarde ouvindo Iron Maiden no TJ na nossa jukebox do Macintosh. Até que é bem legal, me lembra de uma época boa quando eu só me preocupava em conseguir comprar um disco no final do mês. 2) Cachorro-Quente do Rosário. Sempre preferi o Cachorro da República. Mas toda vez que eu vou do centro até em casa pela Independência eu compro um cachorro do Rosário. Na verdade é tri bom. O que eu não gosto é que não tem batata palha. Se tivesse batata palha o Cachorro do Rosário seria melhor ainda. É isso, o cachorro é bom, mas seria melhor com a batata palha. E eu continuo gostando do Cachorro da República. Meu estômago agora ama os dois.